Blog



Tecnologia para os ouvidos

No Brasil, 15 milhões de pessoas sofrem com algum tipo de perda auditiva. Implantes agora são menos invasivos, diferentemente da primeira geração. Aos cinco anos de idade, Francisco Alves Coelho geralmente não olha para sua mãe ou sua avó, quando seu nome é chamado. Em algumas situações, o som pode vir pelo lado direito do garoto, mas é para o sentido inverso que ele aponta. Quem conta é sua mãe, Jôrdana Alves Coelho, de 24 anos, que há 45 dias vem percebendo que Francisco pode ter algum problema auditivo.

“Na verdade, a gente já tinha percebido que ele não atendia nossos chamados, só que começou a agravar cada vez mais. Quando ele era mais novinho não tinha problema nenhum, só começamos a perceber isso com tempo”, afirma Jôrdana Alves. De acordo com ela, Francisco realizou o teste de orelhinha logo nos primeiro meses de nascimento, entretanto, não foi indicado nenhum problema.surdez

Ao procurar um posto de saúde em Goiânia, Jôrdana foi notificada que talvez o seu filho sofra com alguma doença auditiva, “o médico pediu uns raios X, exames de sangue e urina e avisou que talvez ele possa ter sinusite”. Está marcada para quinta-feira, desta semana, uma consulta com um otorrinolaringologista, especialidade médica para doenças do ouvido, para então a criança ser diagnosticada. “Disseram-me que talvez possa haver influência dos dentes e a sinusite, se for problema no ouvido, o médico alertou que, talvez, uma cirurgia possa ser o caso”, lamenta a mãe.

Pesquisa

Um levantamento realizado pelo Centro de Pesquisa e Avaliação Auditiva (CPAA), em Curitiba, constatou que quatro, em cada cinco pais de crianças com perda de audição, não tinham percebido o problema. Isso significa que, no Brasil, cerca de 80% dos pais não se dão conta da perda auditiva dos filhos.

Conforme dados da Organização Mundial de Saúde, 15 milhões de pessoas sofrem com algum tipo de perda auditiva no Brasil. Destas, 350 mil não conseguem ouvir. Em algumas pessoas, a dificuldade auditiva pode ser percebida já no primeiro mês de vida, outras aparecem no decorrer do tempo.

Em Goiás, existe tratamento gratuito no Centro de Reabilitação e Atenção à Saúde Auditiva (Crasa). Esses atendimentos são de média complexidade, quando a pessoa tem de 40% a 60% de perda auditiva. O local conta com uma equipe especializada no tratamento de pessoas com deficiência nas áreas intelectual, física e auditiva. Qualquer pessoa pode ser atendida no Crasa, desde que seja encaminhada pelo Serviço Único de Saúde (SUS).

Tratamentos pouco agressivos

Chegou ao Brasil, no fim do ano passado, uma nova técnica de implante, que pode ser uma alternativa mais eficiente, pouco agressiva e com menor custo para quem apresenta má-formação do ouvido externo ou doença do ouvido médio e perda auditiva. O procedimento consiste em colocar um único aparelho auditivo que possibilita a perfeita audição de pacientes.

Aparelho

O binaural é um implante com um único processador que estimula a audição dos dois lados. O equipamento transmite, através de rádiofrequência, a sonoridade para o outro ouvido. Enquanto o aparelho auditivo amplifica os sons externos, o implante binaural é um dispositivo eletrônico de alta tecnologia que estimula o nervo auditivo, melhorando a qualidade dos sons e da comunicação oral de cada paciente.

Além de ser menos invasiva, uma das principais vantagens do procedimento, conforme especialista, é o custo-benefício. O implante binaural custa, em média, R$ 150 mil, enquanto a instalação de dois aparelhos auditivos pode chegar a custar mais de R$ 200 mil. Outro ponto favorável é que ele pode ser colocado em crianças e não precisa ser substituído posteriormente.

Fonte: DM

Gostou? Compartilhe: